e se eu conseguisse mudar o rumo que a minha vida segue?
mudar mesmo. radicalmente. uma volta de 180graus.
o que faria eu? mudaria completamente ou continuaria no mesmo limbo em que corro?
pois nem sempre novos rumos significam mudança.
há tantos caminhos. tantas opções. tantos objectivos.
e se nada vale a pena? e se planos e objectivos nao passam disso mesmo: planos e objectivos?
nao seria melhor ficar parado? a espera que algo aconteça?
o que está lá fora assusta. bem ca no fundo, estou borradinho de medo.
porquesomosculpados@gmail.com
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Noites de Domingo
Vagueando pelas ruas.
Ou mesmo sentado no pub com uma bela loira à frente.
As Noites de Domingo são sempre as mesmas.
A noite traz consigo a tristeza, a solidão. A morbidez de pensar que amanhã, teremos que enfrentar tudo de novo, um novo dia, uma nova semana.
Não importa se o que fazes de Segunda à Sexta é o que realmente queres.
A luta continua. Os problemas multiplicam-se.
E nem a bela loira consegue por fim a isso.
Pois as Noites de Domingo sao sempre as mesmas.
Ou mesmo sentado no pub com uma bela loira à frente.
As Noites de Domingo são sempre as mesmas.
A noite traz consigo a tristeza, a solidão. A morbidez de pensar que amanhã, teremos que enfrentar tudo de novo, um novo dia, uma nova semana.
Não importa se o que fazes de Segunda à Sexta é o que realmente queres.
A luta continua. Os problemas multiplicam-se.
E nem a bela loira consegue por fim a isso.
Pois as Noites de Domingo sao sempre as mesmas.
sábado, 30 de junho de 2007
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Motivações
É tudo pelo sexo. Eu acho que é tudo pelo dinheiro. Humm.. para mim a verdadeira motivação é o poder!
NÃO! Tem tudo a ver com o EGO! Este planeta parece um enorme campo de batalha entre egos que se esmagam uns aos outros.
And off I go singing: It's all about the EGO, it's all about that dum dum durum dum dum... and i don't think it's... merda, isto assim já não rima...
NÃO! Tem tudo a ver com o EGO! Este planeta parece um enorme campo de batalha entre egos que se esmagam uns aos outros.
And off I go singing: It's all about the EGO, it's all about that dum dum durum dum dum... and i don't think it's... merda, isto assim já não rima...
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Culpado
Já passavam 10m das 0h e ela ainda não tinha aparecido. Rafael, desperançado, pousou o quinto copo que lhe passou pelas mãos desde que estava à espera. Olhou em volta numa tentativa vã de se abstrair da ansiedade que estava a sentir, daquele aperto forte no peito, por se sentir mais uma vez, abandonado. Levantou-se e caminhou desprovido do seu total equilíbrio. Cabisbaixo, cheio de vergonha, alcançou a custo a porta de saída. Lá fora chovia. O vento frio aliviou-o, o cheiro da chuva misturada com os elementos urbanos acalmava-o sempre. O seu peito empurrava-o contra o chão, sentia-se pesado. Apetecia-lhe chegar o mais rápido possível a casa, mas também lhe apetecia não chegar. Sentia-se tonto, as luzes ensurdeciam-lhe a mente, os sons estavam deturpados, não havia música. Riu-se. Se fosse como nos filmes, uma qualquer música bem encaixada no momento, daria cabo dele. Como sempre, esqueceu-se do caminho. Ambicionara perder-se, mais por masoquismo do que por outro motivo qualquer. Sentou-se numa escada, e também ele se abandonou, num sono infelizmente, nada profundo. Quando acordou, horas depois, sentiu-se culpado pela merda de pessoa que era. E odiou-se.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Black
Apetece-me abrir-te o peito com a mão, apertar-te o coração, só para sentires o que eu sinto quando te imagino feliz sem mim.
domingo, 24 de junho de 2007
Global Warming
She: Darling, i'm scared. It sounds like there's a snake around!
He:Don't worry sweetheart. It's something much more peaceful and harmless. It's the wind!
wind: Did you call me harmless?
He:Huh?
She: Who's there?
wind: i asked: DID YOU CALL ME HARMLESS?!?
He:Who.. Who are you? Please reveal yourself...
wind: TASTE MY PEACE!
(tornado going on)
He and She: aaaaaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
...They're "gone with the wind"!
He:Don't worry sweetheart. It's something much more peaceful and harmless. It's the wind!
wind: Did you call me harmless?
He:Huh?
She: Who's there?
wind: i asked: DID YOU CALL ME HARMLESS?!?
He:Who.. Who are you? Please reveal yourself...
wind: TASTE MY PEACE!
(tornado going on)
He and She: aaaaaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
...They're "gone with the wind"!
sexta-feira, 22 de junho de 2007
paranóia
e se eu não conseguir?
e seu eu não corresponder às expectativas?
e se falhar?
medo. tenho bastante medo...
e seu eu não corresponder às expectativas?
e se falhar?
medo. tenho bastante medo...
Revolução, Revolução
Olho em volta e tudo o que vejo são numeros.
Numeros na paragem de autocarro, na fila para o cinema, na sala de espera.
Onde param as vozes de Abril?
Onde andam as pernas dos crentes?
Do que vale ficar calado quando a alma tem tanto para dizer?
Faz falta um lider, um Karl Max sem a idiotice do nacional.
Continuo a espera de um Che, de uma diferença.
Entretanto, faço o meu bocado, à espera de uma nova Revolução.
Mas do que vale lutar sozinho, numa civilização impotente, sem estilo próprio, corrumpida pelo que reluz? Onde a tua voz se perde no meio da corrente?
Continuo na minha... mas por quanto tempo?
Numeros na paragem de autocarro, na fila para o cinema, na sala de espera.
Onde param as vozes de Abril?
Onde andam as pernas dos crentes?
Do que vale ficar calado quando a alma tem tanto para dizer?
Faz falta um lider, um Karl Max sem a idiotice do nacional.
Continuo a espera de um Che, de uma diferença.
Entretanto, faço o meu bocado, à espera de uma nova Revolução.
Mas do que vale lutar sozinho, numa civilização impotente, sem estilo próprio, corrumpida pelo que reluz? Onde a tua voz se perde no meio da corrente?
Continuo na minha... mas por quanto tempo?
Branca de Neve
Ali estava ela, perfeita, no seu sono secular. Imóvel, pálida, linda. Tudo nela era perfeito, o cabelo arranjado (não sei que cabeleireiro consegue fazer um penteado daqueles que dure tanto tempo, mas que permanecia inalterado permanecia. Devia ser laca tipo cimento), as unhas pintadas de beije puro (verniz de boa qualidade), o seu vestido branco imaculado, que apenas lhe descobria as mãos e o rosto (graças a Deus, que aquela mulher devia séculos à depilação). E ela estava ali, inerte, tudo nela parecia calma e paz. Mas só por fora. Por dentro tudo estava em turbilhão. As entranhas remexiam-se, o coração bombava, o sangue fervia. Tudo nela era vontade, uma vontade imensa de se voltar a mexer, de voltar a andar, de voltar a sorrir, vontade de voltar a viver.
Ali estava ele, elegante, encorpado, astuto, corajoso. Estava à procura da sua princesa em apuros. Estava à procura do seu momento de heroísmo, de ser um salvador. Olhar confiante e sorriso no rosto, montado no seu corcel robusto e brilhante (feito Virgem Maria no dia da aparição). Tudo nele era vontade, uma vontade imensa de encontrar o amor da sua vida, a mulher que permaneceria com ele até ao fim, vontade de acabar ali a sua história de príncipe para poder finalmente ser Rei.
Fez o destino, que finalmente se encontrassem junto daquele leito de vidro, onde ela jazia, hirta (que nem uma barra de ferro). Ele desmontou, olhou para ela deslumbrado. O seu coração disparou, correu, voou. Tinha chegado o momento, era hora. Tinha terminado a sua busca. Aproximou-se devagar. Não queria, de maneira nenhuma, que aquele momento fosse menos que perfeito. Encostou-se à sua cama de vidro e sentiu o aroma do seu perfume. E que perfume. Ele estava nervoso, tremia. Ela era linda. Era muito mais do que em todos os seus sonhos. Ele sabia exactamente o que tinha de fazer.
Debruçou-se sobre ela, acariciou-lhe a face. A sua pele era a mais macia de todas. Os seus olhos encheram-se de lágrimas. Naquele momento teve a certeza que ia ser feliz. Aproximou os seus lábios, e com amor, encostou-os aos dela.
Naquele momento o sol brilhou com mais força, ouviram-se cantos e músicas de todas as direcções. Ela levitou. De dentro do seu corpo saíram feixes de luzes de todas as cores. Foi um espectáculo eclético, lindo, perfeito. Ela voltou ao lugar. O príncipe olhou para ela ansioso. Ela abriu os olhos. E que olhos. Eram lindos, cor de avelã, inundados de perfeição, como o todo. Ele ficou imóvel à espera, ainda meio incrédulo. Ela pediu-lhe ajuda para se levantar. Ele logo se prontificou pegando nela ao colo. Ela endireitou-se e pôs-se de pé. Olhou para ele com uma ternura infinita. Beijou-lhe a face, agradeceu e foi-se embora.
Ali estava ele, elegante, encorpado, astuto, corajoso. Estava à procura da sua princesa em apuros. Estava à procura do seu momento de heroísmo, de ser um salvador. Olhar confiante e sorriso no rosto, montado no seu corcel robusto e brilhante (feito Virgem Maria no dia da aparição). Tudo nele era vontade, uma vontade imensa de encontrar o amor da sua vida, a mulher que permaneceria com ele até ao fim, vontade de acabar ali a sua história de príncipe para poder finalmente ser Rei.
Fez o destino, que finalmente se encontrassem junto daquele leito de vidro, onde ela jazia, hirta (que nem uma barra de ferro). Ele desmontou, olhou para ela deslumbrado. O seu coração disparou, correu, voou. Tinha chegado o momento, era hora. Tinha terminado a sua busca. Aproximou-se devagar. Não queria, de maneira nenhuma, que aquele momento fosse menos que perfeito. Encostou-se à sua cama de vidro e sentiu o aroma do seu perfume. E que perfume. Ele estava nervoso, tremia. Ela era linda. Era muito mais do que em todos os seus sonhos. Ele sabia exactamente o que tinha de fazer.
Debruçou-se sobre ela, acariciou-lhe a face. A sua pele era a mais macia de todas. Os seus olhos encheram-se de lágrimas. Naquele momento teve a certeza que ia ser feliz. Aproximou os seus lábios, e com amor, encostou-os aos dela.
Naquele momento o sol brilhou com mais força, ouviram-se cantos e músicas de todas as direcções. Ela levitou. De dentro do seu corpo saíram feixes de luzes de todas as cores. Foi um espectáculo eclético, lindo, perfeito. Ela voltou ao lugar. O príncipe olhou para ela ansioso. Ela abriu os olhos. E que olhos. Eram lindos, cor de avelã, inundados de perfeição, como o todo. Ele ficou imóvel à espera, ainda meio incrédulo. Ela pediu-lhe ajuda para se levantar. Ele logo se prontificou pegando nela ao colo. Ela endireitou-se e pôs-se de pé. Olhou para ele com uma ternura infinita. Beijou-lhe a face, agradeceu e foi-se embora.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
(ainda) Há tardes assim
Às vezes
Às vezes, se pudesse, saía para fora de mim só para me esmurrar com força. Se calhar é bom não conseguirmos fazer esse tipo de coisas...
terça-feira, 19 de junho de 2007
domingo, 17 de junho de 2007
Agora só eu
O amor dá e o amor tira. O amor dá-nos esperança, sonhos, enche-nos a cabeça com planos e rectas cheias de cores, inunda-nos o espírito de som e músicas bonitas. O amor tira, destrói-nos os sonhos, apaga-nos as linhas com que desenhamos o nosso futuro, tira-nos a banda sonora perfeita para compilar músicas que nos deixam em baixo.
O amor é uma revolução e uma hecatombe. O amor é um luxo e uma necessidade. O amor é demais para mim.
Acordei, infinitamente triste. Hoje voltei a apagar todas as linhas que tinha desenhado, todas as arestas que desenhavam o meu futuro tão bonito. Hoje estou feliz por estar vivo. De agora em diante vou pegar em todos os pontos que tenho e vou desenhar planos sem amor. Só para mim.
Há muito que receava estar afundado num solipcismo profundo, mas por achar que não há nada no meu mundo que criasse um ser como tu, agora sinto-me menos sozinho.
Adeus e obrigado.
O amor é uma revolução e uma hecatombe. O amor é um luxo e uma necessidade. O amor é demais para mim.
Acordei, infinitamente triste. Hoje voltei a apagar todas as linhas que tinha desenhado, todas as arestas que desenhavam o meu futuro tão bonito. Hoje estou feliz por estar vivo. De agora em diante vou pegar em todos os pontos que tenho e vou desenhar planos sem amor. Só para mim.
Há muito que receava estar afundado num solipcismo profundo, mas por achar que não há nada no meu mundo que criasse um ser como tu, agora sinto-me menos sozinho.
Adeus e obrigado.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
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